Cada vez mais, os facilities managers sofrem com a pressão para reduzir os custos e conservar a qualidade dos serviços. Conseguir esse equilíbrio é complicado, mas não impossível. Mas o que esse enredo tem a ver com as organizações exponenciais? Tudo. Afinal de contas, elas estão virando o mundo de ponta-cabeça com resultados positivos estrondosos e pouco investimento — e tudo isso em tempo recorde.

Conhecer bem as ExOs, como essas empresas também são chamadas, pode ajudá-lo a fazer boas escolhas. Que tal se destacar e conseguir reconhecimento? Acompanhe nosso artigo!

Entenda o conceito 

O termo “organizações exponenciais” surgiu do livro Organizações Exponenciais: por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas que a sua (e o que fazer a respeito)!, dos autores Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Geest. Lançado no Brasil em 2014, esse best-seller aborda o sucesso de empresas que estão rompendo paradigmas no mundo corporativo.

Esses escritores referem-se a companhias como Google, Amazon, Waze, Airbnb, Topcoder, GitHub, Quirky, Local Motors, Netflix, Uber, entre outras. Os autores buscaram na matemática uma forma de explicar o segredo para triunfos tão majestosos.

Para isso, os criadores do livro usaram a noção de funções exponenciais. Trata-se de uma função matemática na qual a incógnita fica no expoente e cujo resultado é a avaliação de fenômenos que evoluem ou retraem a uma velocidade elevada e incomum.

No livro, essa concepção foi adaptada ao mundo dos negócios para avaliar o rápido crescimento desses grupos, que estão sendo chamados de “organizações exponenciais”.

O best-seller explica ainda que as ExOs estão causando profundas transformações na humanidade: elas criam e destroem negócios, modificam profundamente comportamentos e também estão revolucionando o ambiente de trabalho.

Outra descrição interessante: “organização exponencial (ExO) é aquela cujo resultado é desproporcionalmente grande — pelo menos dez vezes maior — quando comparado ao de seus concorrentes tradicionais, devido ao uso de novas tecnologias, que alavancam o desempenho”.

Para atingir suas metas, essas empresas usam diversos instrumentos, como a Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial (AI), a Impressão 3D, entre outras inovações. Elas prosperaram ao oferecer competências até então incomparáveis —algumas inéditas — com uma despesa bastante ínfima.

Para encolher os custos, as ExOs apostaram em estratégias como locação de máquinas e equipamentos — em vez de comprarem uma estrutura própria — e na terceirização de qualidade.

Inspire-se nos exemplos internacionais

Uma entre as inúmeras táticas usadas por essas companhias é o esforço para diminuir os gastos. Trata-se de fazer mais e melhor com menos. Uma amostra disso é o Uber, que obteve 6,5 bilhões de dólares em receitas em 2016, ao prover o transporte coletivo sem possuir uma frota.

O app Airbnb — que chegou a ser avaliado em 30 bilhões de dólares — proporciona hospedagem sem contar com um quarto sequer. O aplicativo vende o elo entre quem tem um lugar disponível e os que estão à procura de um alojamento por temporada.

Ambas as empresas se beneficiaram da economia compartilhada e provocaram transformações de hábitos. Em menos de dez anos, elas lucraram cifras bilionárias, atingindo um público sem fronteiras nem nacionalidades. 

Os especialistas do livro chamam essa capacidade de conquistar um volume assombroso de consumidores de escalabilidade. Falaremos mais sobre ela adiante. Acompanhe!

Conheça o processo de transição

As organizações exponenciais empregam a escalabilidade em seus negócios, isto é, elas usam um método que pode ser replicado em escala, mas sem que as despesas e os esforços acompanhem esse ritmo. Assim, elas obtêm ganhos de produtividade estratosféricos.

Na contramão dessa tendência, as companhias habituais atuam com procedimentos estáticos, têm altos gastos com funcionários e um comando organizacional rígido, cujas respostas são lentas.

Os gestores de empresas lineares rechaçam as novas transformações em andamento e, por isso, perdem gradualmente a sua capacidade competitiva. Em alguns casos, há prejuízos súbitos. Foi assim com as indústrias de GPS e de câmeras fotográficas, que sofreram um avassalador impacto negativo com o iPhone. Esse produto da Apple arruinou projetos de multinacionais poderosas, como a Nokia.

Desse modo, as empresas lineares a cada dia têm menos espaço. Isso porque elas rejeitam os riscos, são incapazes de apresentar inovações e insistem em manter estruturas hierárquicas engessadas. Por outro lado, há diversos exemplos de instituições que caminham em direção a esse objetivo — o de tornarem-se exponenciais.

E como transformar uma organização comum em ExO? O livro mencionado traz uma observação muito rica sobre o primeiro passo. Os autores observaram que, no caso das empresas de sucesso, não só os resultados são exponenciais, mas as pretensões também. É o famoso conceito “pensar fora da caixa”. 

Os autores chamaram esse método de PTM — Propósito Transformador Massivo. Assim, uma companhia deve se preocupar mais com o que ela planeja fazer do que com aquilo que ela já faz. A intenção dessa metodologia é conquistar pessoas — e não apenas fechar negócios. Acompanhe exemplos de PTMs famosos:

  • “criar ideias que merecem ser espalhadas”: TED;
  • “organizar a informação do mundo”: Google;
  • “ajudar as pessoas a capturar e compartilhar suas experiências mais significativas”: GoPro;
  • “impactar positivamente um bilhão de pessoas”: Singularity University;
  • “promover avanços radicais para o benefício da humanidade”: Xprize Foundation;
  • “tornar a invenção acessível”: Quirky.

Veja a receita do sucesso

O livro “Organizações Exponenciais” traz uma receita bem simples do que as ExOs vêm fazendo para conseguir tanto destaque. A fórmula é um acróstico da palavra em inglês “SCALE”, ou escala em português, e reúne cinco elementos:

1. Staff sob demanda

Lembra quando mencionamos a redução de custos com a mão de obra? Staff sob demanda é uma estratégia de contratar temporários conforme a necessidade surge na empresa. Assim, seriam atendidas as atuais exigências de mercado por flexibilidade, velocidade e qualidade.

A AMP, maior seguradora da Austrália, por exemplo, tem a metade de seu departamento de TI formada por colaboradores provisórios. Isso não significa queda na eficiência. Pelo contrário!

Há formas de obter bons resultados sem contratar apenas funcionários fixos. Para isso, algumas companhias assinam o contrato de terceirização com acordos de compliance — mecanismos para garantir a eficiência por meio do cumprimento de leis, acordos e regulamentos.

2. Comunidade e Multidão

As ExOs transformaram o conceito de comunidade (público mais próximo da empresa) tratando a multidão (grande quantidade de pessoas) como parte dela.

Assim, em vez de enxergarem seu público-alvo como as pessoas geograficamente próximas — equipe atual, parceiros, fornecedores, clientes, usuários e fãs — as ExOs passaram a tratar como de seu interesse todos aqueles que compartilham intenções, crenças, recursos e preferências. Dessa forma, elas fizeram sua clientela ganhar gigantescas proporções. 

3. Algoritmos

Todas as ExOs medem sua aceitação nas páginas da web por meio do algoritmo PageRank do Google. Desse modo, elas podem tomar decisões acertadas, a fim de ampliar os resultados positivos e reverter os negativos.

4. Leveraged Assets (ativos alavancados)

Essa tática consiste em locar ou compartilhar ativos — em vez de adquirir estrutura própria. A Apple, por exemplo, usa uma parceira de produção para fabricar parte de seus produtos de maneira mais econômica. As exponenciais desfrutam de maquinários sem pagar pela posse desses equipamentos. A remuneração incide sobre o uso e, por isso, não é aplicada sobre a propriedade. 

5. Engajamento dos usuários

As ExOs tentam persuadir e impressionar as pessoas todos os dias principalmente no ambiente virtual, com sorteios, concursos, promoções, cartões de fidelidade etc.

As organizações exponenciais, portanto, são companhias de vanguarda que saem de suas zonas de conforto. A maioria das empresas lineares responde de maneira muito lenta a essas transformações. Conhecendo os melhores exemplos, você pode propor melhorias em sua empresa e alavancar a carreira.

Com parceiros de ponta, é possível melhorar a qualidade dos serviços e, ao mesmo tempo, reduzir os problemas com as contratações de terceiros. Gostou do post? Então siga a Morhena nas redes sociais! Estamos no FacebookLinkedInInstagram e Twitter!