A gestão de shopping é uma tarefa que demanda bastante dos profissionais, principalmente em razão da grande concorrência nesse modelo de negócios.

Além disso, a disseminação de uma cultura empresarial mais ligada a questões ambientais e de sustentabilidade, exige algumas mudanças, principalmente na infraestrutura dos imóveis.

Estar atento às mudanças e demandas do mercado é um dos desafios da gestão de centros comerciais. No entanto, você pode simplificar essa tarefa com a utilização de algumas ferramentas, como o benchmarking.

Por meio dela é possível identificar e compreender as dinâmicas desse mercado e, assim, promover as melhorias necessárias para manter a companhia alinhada às inovações.

Por isso, no post de hoje separamos 5 dicas sobre como fazer um benchmarking eficiente e otimizar a gestão do seu negócio. Acompanhe:

O que é benchmarking, afinal?

Em linhas práticas, benchmarking nada mais é do que um processo de investigação em que a empresa analisa a sua estrutura interna, de modo a compará-la com a concorrência e, assim, entender o seu nível de competitividade.

É um processo necessário que visa melhorar o posicionamento de uma organização, a partir da identificação de pontos que precisam ser ajustados e melhorados.

Em regra, usa-se como referencial a ser atingido aquelas instituições de destaque — líderes de mercado, por exemplo —, a fim de se identificar as melhores práticas no setor e, posteriormente adequá-las à realidade do empreendimento que realiza a pesquisa.

Confira algumas dicas práticas de como realizá-lo no contexto da gestão de shopping:

1. Acompanhar releases, ações e empreendimentos de holdings

Essa dica está inserida na essência do benchmarking, uma vez que — para desempenhar uma boa gestão de shopping — é imprescindível acompanhar a dinâmica dos negócios. No entanto, o cerne da questão é: como fazer esse acompanhamento?

Existem diversas maneiras de analisar o comportamento do mercado. Os gerentes, por exemplo, podem buscar por dados estatísticos e pesquisas relacionados ao tema para fazer uma leitura mais estratégica do setor.

Outra possibilidade é acompanhar ações e iniciativas de grandes holdings do mercado. Afinal, esses conglomerados costumam ensinar bastante em diversos aspectos — a gestão é só mais um deles.

2. Acompanhar dados dos próprios lojistas

A rotina de atividades das empresas que funcionam dentro dos shoppings (os lojistas) também podem servir como um grande indicador de benchmarking.

Por exemplo: os lojistas podem fornecer informações gerais sobre a estrutura do shopping, colhidas diretamente com os consumidores. Dessa forma, é possível adquirir dados precisos sobre o volume de vendas e circulação de pessoas.

A identificação de uma queda nas vendas — com a consequente diminuição do número de clientes — pode ser um indício de que algo nas instalações do shopping não atende às necessidades dos consumidores.

A análise dos dados facilita a previsão de erros e a identificação de falhas, como falta de vagas nos estacionamentos e a dificuldades de acesso e mobilidade dentro do prédio.

3. Conhecer as métricas das instalações

Ter amplo conhecimento das métricas relacionadas ao funcionamento do prédio é também um fator essencial para otimizar a gestão do centro comercial.

Dados de consumo de energia, água, capacidade de circulação de pessoas — tudo isso pode ser medido e utilizado como comparativo para melhorar pontos essenciais na infraestrutura do ambiente.

Alguns pontos devem ser levantados, como a possibilidade de um aproveitamento maior da luz natural, a otimização da circulação de ar para oferecer maior conforto climático. Além disso, há hoje técnicas e ferramentas para reduzir o consumo de água na limpeza, por exemplo.

É necessário pensar em meios de reduzir os custos, principalmente os gastos com energia — impactando positivamente nas finanças e na imagem da marca.

Tendo conhecimento das métricas de consumo de energia, é possível compará-las com as de certificações na área de arquitetura e construção, como é o caso da LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

Esse documento coloca os prédios que a possuem em um patamar de destaque quando o assunto é o aproveitamento sustentável de recursos naturais, sendo considerado um grande diferencial competitivo.

4. Invista em inovação

Se a proposta é melhorar a gestão e o posicionamento do empreendimento no mercado, certamente isso envolve a adoção de novos recursos tecnológicos.

A capacidade de otimização da tecnologia é bastante grande. Por isso, é possível encontrar soluções capazes de alinhar bons serviços à sustentabilidade, eficiência e custos reduzidos, para atender as mais diversas atividades realizadas dentro de shoppings. A escolha de uma empresa de facilities é um bom exemplo de inovação.

Atualmente, o mercado de shoppings centers tem um forte apelo pelas novidades, seja para chamar a atenção dos consumidores e de grandes lojistas, ou mesmo para otimizar as operações.

Itens importantes como a segurança das instalações, sistemas de climatização, elevadores, salas de cinema modernas, entre outros tantos recursos comprovam o quanto o uso da tecnologia é uma grande vantagem competitiva nessas iniciativas.

5. Saiba analisar o mercado

Muitos gerentes utilizam as informações colhidas de análises do mercado como um único referencial para as suas decisões e ações. Isso, de certa forma, é um erro, pois a gestão de um empreendimento como um shopping deve considerar outras variáveis mais específicas, como:

  • localização: o porte da cidade pode mudar completamente a maneira de gerir o negócio;

  • tamanho das instalações;

  • perfil do público;

  • lojas com maior volume de vendas e visitas, entre outros fatores.

Além de ser necessário entender e conhecer o mercado, é imprescindível comparar as informações e trazer as boas práticas levantadas na pesquisa para a realidade da companhia — com o objetivo de desenvolver uma gestão mais acertada dos negócios.

Por fim, como vimos, a gestão de shopping é uma tarefa um tanto quanto complexa e que exige não só um amplo conhecimento sobre as inovações de grandes centros de compras, mas também das características da sua organização.

O benchmarking, quando bem realizado, é muito útil para realizar as análises e comparações pertinentes, a fim de alinhar as empresas às tendências e demandas do mercado — sempre dentro de suas possibilidades.

Gostou deste post? Interessou-se pelo assunto e quer saber mais sobre a inovação em gestão de shopping? Aproveite e leia também o artigo 6 tendências de shopping centers que todo profissional deve conhecer!