Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgados pelo G1, roubos e furtos a condomínios subiram 172% entre 2015 e 2016. Números como esses apontam para o aumento da violência nas grandes cidades, e isso tem levado muitos gestores a investir mais em segurança predial.

Por isso, preparamos este post para conscientizá-lo sobre os principais erros presentes nos esquemas de segurança dos prédios atualmente — e o que fazer para contorná-los. Confira!

1. Entrada de pessoas não autorizadas

Esse é um cuidado básico — e que ,geralmente, é negligenciado. Muitas vezes, o porteiro libera a entrada de pessoas que não se identificaram adequadamente, de modo que ficam livres para transitar pelo prédio. Mesmo visitantes acompanhados por um morador de prédio devem passar por um sistema de identificação, embora isso possa não ser tão agradável.

Além disso, o morador não pode permitir a entrada de visitantes que ainda não chegaram. Eles devem ser anunciados somente no momento em que se apresentarem na portaria. Alguns criminosos chegam de modo discreto e com muita educação, e acabam ludibriando os porteiros.

Outro erro do tipo é autorizar a entrada de veículos identificados, sem conferir quem está em seu interior. Lembre-se de que bandidos podem chegar de “carona” com condôminos rendidos. Portanto, é preciso solicitar a identificação do condutor e conferir se está tudo certo antes de abrir a garagem.

2. Falta de investimento e planejamento em segurança física

A segurança predial física do condomínio é fortalecida com o uso de muros, guaritas, portões e cercas. Acontece que muitos edifícios foram construídos em uma época em que os níveis de segurança da região eram bem maiores. A violência aumentou, os tempos mudaram, mas a estrutura física de alguns prédios não, o que compromete a segurança dos moradores.

Até novos edifícios podem ter construções mal projetadas, com formatos mais preocupados com a estética. É possível perceber casos em que o portão é recuado, ou uma guarita mal posicionada, de onde o porteiro não consegue visualizar a rua, entre outras falhas.

Muitas empresas prestam consultorias de projetos para realizar modificações na estrutura para otimizar a segurança. Entre esses investimentos, estão:

  • guarita bem equipada com blindagem, banheiro e ar-condicionado;
  • portões de pedestres e de garagem intertravados, permitindo a abertura de um portão somente quando o outro se fecha;
  • altura mínima de 3,5 m para muros e cercas, variando conforme a facilidade de escalada;
  • sistema de passa volumes (cilíndrico ou do tipo gaveta) para dispensar a entrada de entregadores no prédio.

3. Falta de investimento em segurança eletrônica

O uso de novas tecnologias é fundamental para dar suporte ao trabalho de vigilantes e porteiros. Algumas das principais ferramentas são:

Sistema de CFTV

CFTV é um circuito fechado de TV e conta com uma rede de câmeras conectadas a monitores. Assim, as imagens podem ser gravadas e transmitidas pela internet em tempo real. Dessa forma, é possível manter uma vigilância ostensiva em pontos estratégicos do edifício, como garagem, áreas de grande circulação, calçadas e elevadores.

Sistemas de alarme

O sistema de alarme conta com sensores, botões de pânico e sirenes instalados em locais mais vulneráveis, como muros, portões, cercas, portas e janelas. Ele capta movimentos, abertura de portas ou janelas e calor. Se forem do tipo monitorados, eles podem enviar os sinais via rede telefônica a uma central de controle remoto que, em caso de emergências, pode acionar os responsáveis.

Sistema de segurança perimetral

Por meio desse sistema, todo o perímetro fica protegido com cercas elétricas, sensores infravermelhos ou cabos sensores. Neste caso, os sinais também são enviados para centrais de monitoramento.

Sistema de controle de acesso

Todos os moradores, prestadores de serviços e fornecedores são cadastrados no sistema com documento e foto para identificar e controlar o acesso das pessoas que transitam pelo interior do edifício.

Isso pode ser feito por meio da portaria do futuro, um sistema de controle de acesso automatizado que utiliza a biometria (impressões digitais) como meio de identificação. Essa inovação é conhecida como portaria remota. Ao chegar, o visitante ou prestador de serviços pré-cadastrado usa a impressão digital para liberar o acesso. Caso não conste no cadastro, ele poderá entrar em contato com a central de atendimento pelo interfone. O atendente, por sua vez, entra em contato com o morador para liberar ou não a entrada.

Dessa forma, a tecnologia se torna uma aliada para a segurança dos condôminos, além de reduzir custos operacionais e minimizar a ocorrência de falha humana.

4. Negligenciar o entorno

As estratégias de segurança predial devem incluir também o entorno do prédio. Inicia-se com um mapeamento das áreas de risco da localidade. Alguns riscos podem incluir a proximidade com comunidades perigosas, áreas de fraca iluminação, locais públicos com a presença de traficantes e usuários de drogas etc.

Identificadas as vulnerabilidades e ameaças, algumas ações podem ser tomadas para prevenir as ocorrências, como o acionamento de órgãos públicos e privados responsáveis, ONGs e outras entidades que possam auxiliar no aprimoramento da segurança local.

5. Descumprir procedimentos de segurança

Geralmente, os prédios possuem normas de segurança para seus condôminos e funcionários. O problema é que muitas práticas básicas são negligenciadas no dia a dia, como as que já foram citadas aqui. Às vezes, alguns moradores até repreendem porteiros que cumprem as regras, tornando o prédio ainda mais vulnerável. Isso está intimamente relacionado aos próximos dois tópicos.

6. Ausência de uma rotina de conscientização

Muitos condôminos não reconhecem a importância dos procedimentos de segurança e do investimento na estrutura física e eletrônica até que ocorra um assalto ou algo pior. A divulgação das normas básicas de segurança deve ser um procedimento contínuo — e precisa fazer parte do planejamento anual. Se isso não for feito, algumas falhas podem cair na rotina e pôr em risco a integridade dos próprios moradores e funcionários.

7. Falta de treinamento e de ferramentas para porteiros

A segurança predial depende, em grande parte, da capacitação daqueles profissionais que devem estar atentos à vigilância e ao monitoramento. Erros muito comuns por parte de porteiros, por exemplo, incluem a presença de equipamentos como TV e rádio na guarita, o que retira deles a atenção. Em outros casos, não raro os porteiros saem dos seus postos para realizar outras tarefas, muitas vezes delegadas por moradores ou superiores, deixando a portaria vulnerável.

Além disso, não basta instalar os mais modernos sistemas eletrônicos de proteção se os funcionários não sabem como usá-los adequadamente. Ao implementar medidas de segurança e novas tecnologias, os porteiros devem ser prontamente treinados. Todos os profissionais envolvidos devem estar bem capacitados para identificar situações de perigo e riscos.

8. Falta de cooperação dos moradores

Para que os moradores cooperem com a segurança do prédio onde vivem, é importante que os gestores definam regras e normas para que os condôminos saibam o que fazer. Eles devem ser lembrados que a falha de um pode comprometer a segurança de todo o edifício. Por isso, é fundamental que todos façam a sua parte, mesmo que, em algumas situações, os processos sejam um pouco mais demorados.

9. Não definir procedimentos de emergência

Uma situação crítica, para as quais muitos gestores de prédios não se preparam, diz respeito às emergências. No geral, as pessoas focam em como evitá-las, mas não em como lidar com essas ocorrências mais graves. Por exemplo, em casos de acidentes, os funcionários devem receber treinamento para saber quais atitudes tomar.

É indispensável, portanto, que o prédio tenha procedimentos emergenciais muito bem definidos. Por isso, o plano de emergência deve prever esses cenários — como assaltos, incêndios e outros — e definir quem serão os responsáveis pelas tarefas, detalhadamente, a fim de evitar confusões e riscos nessas possíveis situações. Mais uma vez, a capacitação é fundamental.

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