O mercado muda o tempo todo e quem não consegue se adequar perde espaço. Nesse cenário, aparecem as tendências de shopping centers que surgem pelo mundo e já começam a surtir efeitos aqui no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), há 559 estabelecimentos desse porte no Brasil. Em 2017, outros 22 serão inaugurados. Há 99.990 lojas nesses locais e são gerados mais de 1 milhão de empregos. O faturamento em 2016 é de R$ 157,9 bilhões e, neste ano, as vendas representaram 19% do total do varejo.

Além da alta apontada pelo mercado para esse segmento, é possível investir em tendências para atrair ainda mais consumidores para o centro de compras. Ficou interessado? Continue a leitura e veja algumas sugestões para melhorar a experiência dos consumidores e visitantes. Confira:

Tendências de shopping centers

O modelo atual de shopping center está sendo modificado em diversos quesitos, como arquitetura, layout, tecnologia, design e comunicação visual. Estar atento a essas mudanças permite a você ganhar vantagem competitiva e se destacar da concorrência.

Confira as 6 principais tendências para o setor:

1. Omnichannel

O conceito de omnichannel tem como base a convergência de canais utilizados pela empresa. O objetivo é impedir que o consumidor sinta diferenças entre o atendimento online e offline e possa explorar diversas possibilidades de interação.

Essa tendência foca a experiência do cliente e aumenta sua satisfação, já que não há mais restrições de horário, local ou meio. O omnichannel é, inclusive, reforçado pelo International Council of Shopping Centers (ICSC), principal entidade do segmento no mundo.

A ideia é trazer o e-commerce para o shopping com a utilização do espaço pelas pop-up stores — lojas temporárias que funcionam somente durante determinado período para explorar um tema em evidência ou aproveitar a concentração momentânea do público. Dessa forma, grandes marcas do comércio online podem aproveitar a movimentação dos corredores de grandes centros de compra e marcar presença física com os clientes.

Para apoiar ainda mais as necessidades do omnichannel e aumentar a distribuição direta ao consumidor, os shopping centers começaram a criar formatos mais flexíveis para oferecer outros serviços.

Por exemplo: exposições de arte, salas para concertos e espetáculos, academias, centros de beleza para mulheres, barbearias etc. Todas essas possibilidades aumentam as chances de os consumidores permanecerem mais tempo no local, melhorando a experiência dos visitantes..

2. Dados do consumidor

Os shopping centers, atualmente, encontram uma dificuldade: gerenciar os dados do consumidor. É urgente conseguir fazer esse gerenciamento, já que as informações são fundamentais para a sobrevivência do empreendimento no futuro.

Esse obstáculo pode ser ultrapassado com algumas ações. Uma delas é por meio do incentivo ao uso dos smartphones pelos compradores, como forma de escanear produtos. Em troca é possível oferecer pontos que, quando acumulados, podem ser trocados por livros, descontos em lojas do shopping, tickets de peças de teatro ou filmes, estacionamento grátis por certo período etc.

Outras tecnologias também já estão sendo utilizados para aumentar o contato com os consumidores. Algumas delas são o reconhecimento facial e anúncios mobile baseados na geolocalização.

A ideia é coletar dados comportamentais dos consumidores para identificar tendências de consumo. A partir dessas informações, podem ser criados promoções, eventos e outras formas de atrair e fidelizar os clientes.

3. Marketing sensorial

Esta é a técnica na qual os ambientes são aromatizados com fragrâncias personalizadas. O marketing sensorial tem o objetivo de encantar os clientes e fazê-los lembrar da loja quando sentem aquele cheiro.

Até a loja da Apple na 5ª Avenida, em Nova York, tem um ambiente com aroma, música e arquitetura próprios. Tudo para se destacar e chamar a atenção do consumidor.

No Brasil, um exemplo são as lojas da Giovanna Baby, que fizeram sucesso na década de 1980. A fragrância, que simulava o cheirinho de bebê, virou um sucesso e começou a ser usada por adolescentes.

O marketing sensorial, portanto, é um investimento simples, mas que faz a diferença. Os resultados são a permanência maior do cliente no estabelecimento, maior reconhecimento do empreendimento, estímulo às compras, entre outros.

4. Espaços diferenciados

Os shopping centers deixaram de ser um local de compras e se tornam cada vez mais um espaço de entretenimento, consumo, serviços e alimentação. Os grandes centros de compra começam a ter uma característica mista, dividindo espaço com escritórios, apartamentos, hotéis, academias, spas, cinemas, restaurantes, entre outros ambientes.

Em resumo, um shopping hoje é muito mais um espaço de convivência do que de compras. Por isso, a tendência é investir cada vez mais em restaurantes gourmet, bares e ambientes voltados para o entretenimento. O objetivo é se consolidar como um social hub, isto é, um ponto de encontro e socialização.

A consequência é o tempo maior de permanência do cliente no estabelecimento e possibilidades mais altas de vendas nesse período.

Outra ideia é criar ambientes temáticos e cênicos. Isso cria uma aproximação maior com determinado grupo de consumidores. Assim, as pessoas compartilham os momentos nas redes sociais, aumentando a visibilidade do empreendimento.

5. Mudanças no aluguel

O aluguel das lojas de shopping também está mudando. O ICSC aposta que o cálculo do valor a ser cobrado será modificado para incidir o papel das lojas físicas no ambiente omnichannel. Com isso, as transações digitais são também consideradas.

Entre as possibilidades de cobrança que podem ser implementadas estão vendas online e click & collect. Elas são unidas ao aluguel fixo e variável e, portanto, é criado um sistema mais flexível.

Outra opção é uma análise baseada no gerenciamento dos custos diretos e custos combinados com a eficiência operacional. Este modelo leva em conta o planejamento comercial do empreendimento e ajuda a transformar a experiência do consumidor.

Por fim, podem ser abertos novos espaços, como os coworkings, que são locais de trabalho divididos por diferentes profissionais a um preço mais acessível de aluguel. Normalmente esses escritórios compartilhados são adaptados com mesas, cadeiras, impressoras e, claro, acesso à internet.

6. Terceirização de facilities

A terceirização é fundamental para um ambiente como o shopping center, pois permite reduzir custos e contar com um serviço mais profissional. Uma empresa especializada nesse tipo de trabalho possui equipes qualificadas e bem treinadas, além de conhecer as exigências da legislação e saber exatamente o que deve ser feito para satisfazer os clientes.

Com isso, o espaço se torna muito mais confortável e cômodo para os visitantes, que tendem a permanecer mais tempo no local. Portanto, a contratação de uma empresa de facilities auxilia todas as outras tendências indicadas anteriormente com a oferta de diversos serviços — como segurança, limpeza e apoio administrativo.

Você acompanhou as 6 tendências de shopping centers que já começaram a ser implementadas nos principais centros de consumo do mundo. Gostou do conteúdo? Compartilhe este post em suas redes sociais e divulgue a novidade para seus amigos e colegas.